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Época 2007-08

IAS/IFRS

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Rendimentos

49.5 M€

Resultado Líq.

120.9 k€

Custo Pessoal

27.2 M€

Saldo Transf.

13.0 M€

Demonstração de Resultados

Rendimentos Operacionais 49.5 M€
Gastos com Pessoal −27.2 M€
FSE −14.9 M€
Resultado Operacional +5.8 M€
Resultado Líquido +120.9 k€

Balanço

Ativo Total 148.1 M€
Passivo Total 125.1 M€
Capital Próprio +23.0 M€
Plantel (valor) 84.8 M€
Ativo Corrente 36.0 M€
Passivo Corrente n/d

Custos com Pessoal

Total Pessoal −27.2 M€
Remunerações 22.2 M€
Rem. Fixas 21.6 M€
Rem. Variáveis 642.6 k€
Encargos Sociais 1.5 M€
Indemnizações 770.3 k€
Comissões Agentes n/d

Transferências

Receitas de Transferências 15.6 M€
Gastos c/ Transferências −2.6 M€
Saldo +13.0 M€

Dívida

Empréstimos Bancários 40.1 M€
Total Obrigacionista n/d

Análise

Análise Financeira do Benfica SAD | Época 2007-08

A época 2007-08 revelou um período de significativa contração financeira para o Benfica SAD. O ativo total caiu drasticamente de €181,9 milhões para €148,1 milhões, uma redução de 18,6% face ao exercício anterior. O capital próprio também contraiu, passando de €27,0 milhões para €23,0 milhões. Apesar deste cenário adverso, o clube manteve uma margem operacional de 5,8 milhões de euros, embora o resultado líquido tenha praticamente desaparecido, com apenas €0,1 milhão de lucro (face aos €15,3 milhões do ano anterior). A situação foi particularmente agravada pela posição de caixa preocupante, com apenas €0,4 milhões em disponibilidades.

O grande destaque foi a estratégia agressiva em transferências, que gerou um saldo positivo de €13,0 milhões. As vendas de jogadores totalizaram €15,6 milhões enquanto as compras foram reduzidas a €2,6 milhões, sinalizando uma clara política de redução de investimento no plantel. Contudo, este resultado não foi suficiente para compensar as despesas operacionais. Os gastos com pessoal representaram 54,9% dos rendimentos totais (€27,2 milhões de um total de €49,5 milhões), uma proporção elevada que limitava a flexibilidade financeira.

O clube encontrava-se numa situação frágil, apesar de não ter sido eliminatório. A dívida de €40,1 milhões em empréstimos, aliada a um capital próprio em contração, significava que o Benfica tinha perdido capacidade de manobra. A não conquista do título nacional naquela época confirmava que a redução de investimento no mercado tinha afectado a competitividade desportiva. O clube precisava de estabilizar as receitas e gerir com maior rigor a folha salarial para recuperar solidez financeira.

Ver análise detalhada

Análise Financeira do Benfica SAD (Época 2007-08)

A época 2007-08 apresentou uma deterioração significativa da situação financeira do Benfica SAD face ao exercício anterior. O ativo total contraiu €33,8 milhões (18,6%), reduzindo-se de €181,9 milhões para €148,1 milhões, enquanto o capital próprio diminuiu de €27,0 milhões para €23,0 milhões. Esta redução refletiu sobretudo a desvalorização dos ativos intangíveis relacionados com o plantel, cuja imparidade contabilística evidenciou deficiências na avaliação anterior de investimentos em jogadores. O resultado líquido colapsou de €15,3 milhões para €0,1 milhões, o que revelou uma gestão operacional significativamente mais frágil.

A solvabilidade apresentava-se comprometida. O rácio de endividamento (passivo/ativo) situava-se em 84,5%, enquanto o rácio de autonomia financeira (capital próprio/ativo) era de apenas 15,5%. A dívida em empréstimos bancários alcançava €40,1 milhões, representando 174,3% do capital próprio. Este nível de alavancagem era elevado para o contexto de um clube com receitas de apenas €49,5 milhões, deixando uma margem de manobra reduzida para absorver perturbações operacionais.

A liquidez era crítica. A posição de caixa de €0,4 milhões face a um ativo corrente de €36,0 milhões sugeria dependência acentuada de ciclos de recebimentos, particularmente de receitas de transferências. As receitas de vendas de jogadores (€15,6 milhões) assumiram peso desproporcional no modelo financeiro, representando 31,5% das receitas totais. Esta dependência revelava-se arriscada, especialmente considerando que o passivo não corrente não foi desagregado nos dados disponíveis.

A estrutura de custos demonstrava rigidez excessiva. As despesas com pessoal (€27,2 milhões) corresponderam a 54,9% das receitas, rácio elevado mesmo para o sector. As remunerações (€22,2 milhões) e encargos sociais (€1,5 milhões) refletiam um plantel dimensionado para patamares de receitas superiores. O resultado operacional de €5,8 milhões revelava-se insuficiente para cobrir encargos financeiros implícitos na dívida de €40,1 milhões, sugerindo que apenas a venda de ativos permitiu o equilíbrio contabilístico.

A sustentabilidade do modelo apresentava sinais de degradação. A época desportiva sem conquista do título nacional, combinada com a contração de receitas operacionais e a dependência crítica de transferências, evidenciava fragilidade estrutural. A deterioração da posição de solvabilidade face ao exercício anterior, sem indicadores de recuperação operacional em curso, apontava para necessidade urgente de reequilíbrio do endividamento ou expansão das receitas, independentemente dos resultados alcançados no terreno de jogo.